About Telêmaco Fernandes

Telêmaco Luiz Fernandes Junior tem mais de 22 anos de experiência profissional trabalhando com assessoria empresarial, em especial, recuperação de empresas (turnaround) e assessoria tributária. É Bacharel em Direito, inscrito na OAB-SP desde 1998, Técnico e Bacharel em Contabilidade, pós-graduado em Direito Tributário e Direito Constitucional pela ESDC (Escola Superior de Direito Constitucional), extensões em Direito Constitucional americano e história da Constituição dos Estados Unidos pela Harvard Extension School, MBA em Direito Tributário e Gestão Tributária, Especialização em recuperação de empresa pela FGV, Curso de Formação em Administrador Judicial pela TMA (Turnaround Management Association) e MBA em Investimentos e Private Banking pelo IBMEC.

Transformação Digital Corporativa: solução para os problemas da sua empresa

Você já ouviu falar em Transformação Digital e Agilidade Corporativa? Não? Então, prepare-se, sua empresa vai precisar.

A Transformação Digital é inevitável para a sobrevivência dos negócios nos próximos anos. Mas, ao contrário do que muitos pensam, Transformação Digital não envolve apenas investimentos em TI, software ou web.

Sobretudo, trata-se, na verdade, de uma mudança de mentalidade e mudança de paradigma que vêm sendo adotada pelas grandes empresas do mundo para acelerar as mudanças corporativas. Assim, dando eficiência aos processos, englobando mudança de cultura, operações e entrega de valor. O que se busca é agilidade dos processos, assertividade dos investimentos e retornos rápidos.


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Já ouviu falar sobre Scrum, técnica conhecida como a arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo?

E de OKR, eficiente técnica de assertividade dos resultados utilizada por empresas como Google, Spotify, UBER, Amazon, Linkedin, Walmart e muitas outras?

Sabe se sua empresa está acompanhando as concorrentes na busca por mais eficiência?

Se a resposta for não, é melhor ficar atento às mudanças corporativas e buscar rapidamente uma empresa especializada em Transformação Digital Corporativa.

O objetivo da Transformação Digital é elevar os negócios a um novo patamar de eficiência, agilidade, qualidade e de entrega de valor.

Trata da busca por melhorias contínuas e ágeis, flexibilidade e rápida adaptabilidade às desenfreadas mudanças de comportamento do mercado (e da própria sociedade). Focar no que é certo na hora certa (Como no Livro de John Doerr “Avalie o que Importa”) e conseguir dar respostas rápidas às demandas internas e externas.

Um bom processo de Transformação Digital consegue contemplar as seguintes iniciativas:

  • Desenho da estratégia, metas e objetivos de resultado claros para sucesso do negócio;
  • Definição do usuário, seu perfil e suas necessidades;
  • Detalhamento da experiência de produtos e serviços para o cliente (usuário) visando ao consumo e satisfação (criando recorrência de consumo);
  • Definição dos processos e práticas de trabalho das equipes para agilidade e eficiência;
  • Organização de papéis, responsabilidades e competências dos colaboradores para fluidez, agilidade, eliminação de silos e especialização;
  • Definição das prioridades para fazer o que é mais importante na hora certa;
  • Definição e ferramentas para automação, simplificação e modernização dos processos;
  • Desenvolvimento das competências técnicas e comportamentais da força de trabalho, alinhado à estratégia de negócio (engajamento dos colaboradores);
  • Definição de métricas e governança para transparência, controle e tomada de decisões assertivas.

Para isso, se faz fundamental implementar o processo com base em sólido conhecimento técnico (principalmente com base nos métodos ágeis: OKR, SCRUM, Design thinking, Kanban, Lean, etc). Antes de mais nada, conhecer a melhor estratégia e o modelo adequado para a mudança ágil (Framework ágil) e ter um time preparado para adotar as melhores práticas necessárias para atingir o resultado.

Em um curto prazo as empresas já têm a percepção dos benefícios e passam a colher os frutos da transformação.

Uma boa técnica de Transformação Digital envolve priorizar as práticas e ações relevantes. Definir o foco inicial, formatar o backlog de prioridades, mobilizar e preparar as pessoas impactadas para um novo modelo de negócio que não é mais uma possibilidade, mas uma necessidade. Tudo isso envolto num mundo tecnológico em que as pessoas esperam respostas rápidas, eficientes e centradas nas necessidades do usuário.

Já não é segredo pra ninguém que o mundo moderno é conhecido por VUCA, ou seja, marcado pela volatilidade (volatility), incerteza (uncertainty), complexidade (complexity) e ambiguidade (ambiguity).

Conforme Zygmunt Bauman tratou do tema no célebre livro “Vidas Líquidas”, em que demonstra que a atual estrutura social e econômica tem se caracterizado por vínculos descartáveis e efêmeros, seja no amor, nos relacionamentos profissionais e afetivos, na segurança pessoal e coletiva, no consumo material e espiritual, no conforto humano e no próprio sentido da existência. Isso, sem dúvida, é fruto da dinamicidade do estilo de vida, com tendências inconstantes e altamente mutáveis.

Tal como desenhado por Bauman no Livro Vidas Líquidas, o mundo também é muito fluido, muito líquido, ou seja, sujeito a constantes mudanças de paradigmas, por isso, chamado de VUCA.

Como lidar com isso no mundo corporativo? Como acompanhar essas mudanças constantes e dinâmicas que explodem a cada dia? Atualmente, só há uma resposta, investir em Transformação Digital Corporativa.

Portanto, sem a Transformação Digital dando agilidade aos negócios, a tendência é perder a relevância no mercado e ser substituído por empresas mais eficientes, centradas nas necessidades dinâmicas dos usuários.

Em suma, uma empresa digital é ágil e flexível o suficiente para se adaptar rapidamente às mudanças contínuas de um mundo em que ninguém conhece ao certo como será o amanhã.

A transformação digital no processo de Turnaround

transformação digital
Você sabe o que é transformação digital?
Antes de falarmos sobre transformação digital, darei início sobre o processo de Turnaround.
Em primeiro lugar, o Turnaround ou reestruturação estratégica do negócio pode ser entendido como um conjunto de medidas financeiras, jurídicas e operacionais. Ele permite que a empresa se reorganize, consiga renegociar suas dívidas e possa se reerguer economicamente, retomando o caminho do crescimento. 
Sobretudo, elaborar um minucioso diagnóstico estratégico e desenvolver um plano de ação que viabilize a superação da crise, possibilita a preservação da empresa, sua função social e o estímulo à atividade econômica. 

A ineficiência do processo de Turnaround tradicional

O sintoma mais comum da crise se manifesta no caixa, quando o empresário começa a passar por dificuldades financeiras para manutenção do giro do negócio e dos investimentos necessários. 

Primeiramente, esse, geralmente, é o primeiro sintoma da crise. Que, não raro, acoberta problemas muito mais graves, mas geralmente não percebidos. Como a falta de margem de contribuição dos produtos, queda de venda por mudança de mercado, obsolescência dos produtos e/ou processos produtivos ineficientes.

Nesse sentido, não só deixam de gerar o retorno esperado, mas trazem prejuízos recorrentes ao empreendimento, desaguando sempre, no primeiro sintoma, a crise financeira.

A princípio, o grande problema do método convencional de turnaround é que ele se baseia na metodologia tradicional de diagnóstico e planejamento burocrático e pouco maleável para enfrentamento da crise. Geralmente muito lento, com horizonte muito longo e sem a eficiência necessária para socorrer a empresa que está se afogando na crise muito rapidamente. Ou seja, logo, as estatísticas demonstram que poucas empresas conseguem superar a crise e sair do processo de turnaround

Ao contrário da metodologia tradicional, um processo eficiente de turnaround precisa ser assertivo, ágil, com resultados rápidos para enfrentamento da crise. Ao mesmo tempo, colocar a empresa nos trilhos do crescimento novamente sem demora e, nisso, as modernas técnicas inerentes à Transformação Digital demonstram ser as ferramentas mais adequadas para alcançar os resultados esperados, por exemplo. 

Cultura, tecnologia, propósito definido, agilidade, e cliente no centro do negócio.

Engana-se quem acha que Transformação Digital se limita a TI, softwareapp ou web

Certamente, a Transformação Digital busca desenvolver mudanças de mentalidade e mudanças de paradigma que vêm sendo adotadas pelas grandes empresas do mundo. Isso acelera as mudanças corporativas e dá eficiência aos processos, englobando mudança de cultura, operações e entrega de valor. O que se busca é a assertividade dos investimentos e retornos rápidos com técnicas de agilidade corporativa. 

Assim, com um mergulho de imersão e descoberta focado em desvendar o problema e criar as soluções, um bom trabalho de Transformação Digital consegue fazer um diagnóstico das necessidades da empresa em no máximo quatro semanas (duas sprints).

Portanto, é importante extrair as seguintes informações necessárias e urgentíssimas para um processo completo de turnaround:

Avaliação do ambiente atual – Business Assessment;

Decomposição da visão para o negócio (quem somos, Value Proposition, estratégia, produtos, personas); 

Target Operating Model;

Mapa de OKRs;

Jornada Digital WoW;

Mapa de Tribos, Squads, Guilds e Chapters, com a visão do capacity x papéis/ competências;

Backlog inicial, priorizado (por estruturas – em alto nível);

Análise de prontidão das estruturas e Plano de ações a serem executadas. 

Esse plano de ações pode impactar os seguintes pontos nevrálgicos da empresa

  1. Definir a Estratégia, insight e objetivos de resultado claros para sucesso do negócio;
  2. Definição do usuário, seu perfil e suas necessidades (UX) para engajamento, conversão e satisfação dos clientes;
  3. Estruturação dos processos e práticas de trabalho das equipes para agilidade e eficiência;
  4. Organização de papéis, responsabilidades e competências dos colaboradores para fluidez, agilidade, eliminação de silos e especialização;
  5. Determinar prioridades para fazer o que é certo na hora certa;
  6. Definição e ferramentas de automação para simplificação e modernização dos processos;
  7. Implementação de métricas e governança para transparência, controle e tomada de decisões assertivas;
  8. Desenvolvimento das competências técnicas e comportamentais da força de trabalho, alinhado à estratégia de negócio para alinhamento e engajamento dos colaboradores (buy-in). 

Conclusão sobre a transformação digital

Em suma, a partir da definição do backlog de prioridades e da definição do Plano de Ação a ser executado, a cada duas semanas (uma sprint) entrega-se resultados contínuos iterativos, conforme a definição do que é mais urgente para que a empresa consiga se recuperar mais rapidamente e efetivamente. Assim, dando a volta por cima criando um novo horizonte para seu futuro com mais margem e vitalidade.   

Certamente, isso não quer dizer que o método convencional de planejamento estratégico para o turnaround seja completamente ineficiente.

No entanto, apenas que o mundo dinâmico atual exige ferramentas complementares mais ágeis e assertivas, sob pena de as empresas não acompanharem a evolução do mercado na velocidade que necessitam para se manterem vivas e competitivas. 

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