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A transformação digital no processo de Turnaround

Antes de falarmos sobre transformação digital, darei início sobre o processo de Turnaround. Em primeiro lugar, o Turnaround ou reestruturação estratégica do negócio pode ser entendido como um conjunto de medidas financeiras, jurídicas e operacionais. Ele permite que a empresa se reorganize, consiga renegociar suas dívidas e possa se reerguer economicamente, retomando o caminho do crescimento.
Sobretudo, elaborar um minucioso diagnóstico estratégico e desenvolver um plano de ação que viabilize a superação da crise, possibilita a preservação da empresa, sua função social e o estímulo à atividade econômica. 

A ineficiência do processo de Turnaround tradicional

O sintoma mais comum da crise se manifesta no caixa. Quando o empresário começa a passar por dificuldades financeiras para manutenção do giro do negócio e dos investimentos necessários. 

Primeiramente, esse, geralmente, é o primeiro sintoma da crise. Que, não raro, acoberta problemas muito mais graves, mas geralmente não percebidos. Como a falta de margem de contribuição dos produtos, queda de venda por mudança de mercado, obsolescência dos produtos e/ou processos produtivos ineficientes.

Nesse sentido, não só deixam de gerar o retorno esperado, mas trazem prejuízos recorrentes ao empreendimento, desaguando sempre, no primeiro sintoma, a crise financeira.

A princípio, o grande problema do método convencional de turnaround é que ele se baseia na metodologia tradicional de diagnóstico e planejamento burocrático e pouco maleável para enfrentamento da crise. Geralmente muito lento, com horizonte muito longo e sem a eficiência necessária para socorrer a empresa que está se afogando na crise muito rapidamente. Ou seja, logo, as estatísticas demonstram que poucas empresas conseguem superar a crise e sair do processo de turnaround

Ao contrário da metodologia tradicional, um processo eficiente de turnaround precisa ser assertivo, ágil, com resultados rápidos para enfrentamento da crise. Ao mesmo tempo, colocar a empresa nos trilhos do crescimento novamente sem demora e, nisso, as modernas técnicas inerentes à Transformação Digital demonstram ser as ferramentas mais adequadas para alcançar os resultados esperados, por exemplo. 

Cultura, tecnologia, propósito definido, agilidade e cliente no centro do negócio.

Engana-se quem acha que Transformação Digital se limita a TI, softwareapp ou web

Certamente, a Transformação Digital busca desenvolver mudanças de mentalidade e mudanças de paradigma que vêm sendo adotadas pelas grandes empresas do mundo. Isso acelera as mudanças corporativas e dá eficiência aos processos, englobando mudança de cultura, operações e entrega de valor. O que se busca é a assertividade dos investimentos e retornos rápidos com técnicas de agilidade corporativa

Assim, com um mergulho de imersão e descoberta focado em desvendar o problema e criar as soluções, um bom trabalho de Transformação Digital consegue fazer um diagnóstico das necessidades da empresa em no máximo quatro semanas (duas sprints).

Portanto, é importante extrair as seguintes informações necessárias e urgentíssimas para um processo completo de turnaround:

  • Avaliação do ambiente atual – Business Assessment;
  • Decomposição da visão para o negócio (quem somos, Value Proposition, estratégia, produtos, personas); 
  • Target Operating Model;
  • Mapa de OKRs;
  • Jornada Digital WoW;
  • Mapa de Tribos, Squads, Guilds e Chapters, com a visão do capacity x papéis/ competências;
  • Backlog inicial, priorizado (por estruturas – em alto nível);
  • Análise de prontidão das estruturas e Plano de ações a serem executadas. 

Esse plano de ações pode impactar os seguintes pontos nevrálgicos da empresa

  1. Definir a Estratégia, insight e objetivos de resultado claros para sucesso do negócio;
  2. Definição do usuário, seu perfil e suas necessidades (UX) para engajamento, conversão e satisfação dos clientes;
  3. Estruturação dos processos e práticas de trabalho das equipes para agilidade e eficiência;
  4. Organização de papéis, responsabilidades e competências dos colaboradores para fluidez, agilidade, eliminação de silos e especialização;
  5. Determinar prioridades para fazer o que é certo na hora certa;
  6. Definição e ferramentas de automação para simplificação e modernização dos processos;
  7. Implementação de métricas e governança para transparência, controle e tomada de decisões assertivas;
  8. Desenvolvimento das competências técnicas e comportamentais da força de trabalho, alinhado à estratégia de negócio para alinhamento e engajamento dos colaboradores (buy-in). 

Conclusão sobre a transformação digital

Em suma, a partir da definição do backlog de prioridades e da definição do Plano de Ação a ser executado, a cada duas semanas (uma sprint) entrega-se resultados contínuos iterativos, conforme a definição do que é mais urgente para que a empresa consiga se recuperar mais rapidamente e efetivamente. Assim, dando a volta por cima criando um novo horizonte para seu futuro com mais margem e vitalidade.   

Certamente, isso não quer dizer que o método convencional de planejamento estratégico para o turnaround seja completamente ineficiente.

No entanto, apenas que o mundo dinâmico atual exige ferramentas complementares mais ágeis e assertivas, sob pena de as empresas não acompanharem a evolução do mercado na velocidade que necessitam para se manterem vivas e competitivas. 

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