Design thinking: saiba tudo sobre a etapa de Ideação

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outubro 29, 2020

Entre as etapas design thinking utilizadas, é na Ideação que começamos a buscar soluções para o problema que foi aprofundado e definido entre as etapas de Descoberta e Definição. Este post faz parte de uma série de 4 etapas que explicaremos o design thinking. Hoje, você aprenderá sobre a fase de Ideação. 

Se você ainda não leu a primeira parte, sobre Descoberta e Definição, faremos um breve resumo aqui, mas recomendamos que leia o texto completo para ter um entendimento mais amplo e agregar ordem cronológica ao raciocínio. Caso contrário, procure um lugar confortável para se sentar, pegue a sua xícara de chá ou café e aproveite a leitura! 

Relembrando a etapa de Descoberta 

A descoberta é a primeira etapa de design thinking, na qual o foco está no entendimento do problema ou da oportunidade a ser trabalhado. Quando falamos em entendimento do problema, queremos dizer aprofundar-se nele, identificando as suas causas reais a partir de múltiplos pontos de vista, obtidos pela utilização de técnicas e ferramentas, como o brainstorming de um grupo multidisciplinar, a realização de pesquisas quantitativas, as pesquisas de profundidade, a observação, as pesquisas em documentos e as bases de conhecimento. 

Todo esse esforço é realizado para uma coleta abrangente de dados. Então, quanto mais informações tivermos sobre o desafio e seus envolvidos, maior será a qualificação e proximidade com quem sofre com o problema para o qual buscamos a solução. Sendo assim, podemos dizer que o objetivo da descoberta é o entendimento profundo do problema, aplicando-se conceitos de empatia e colaboração. 


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Iniciando a etapa 3: Ideação 

Na fase de ideação, os profissionais envolvidos dedicam esforços na geração de ideias para soluções criativas. Elas não precisam ser complexas, mas devem ser viáveis financeiramente, tecnicamente possíveis de serem aplicadas e capazes de atender às expectativas dos clientes/usuários. 

As ideias são obtidas por meio de uma dinâmica em que os participantes são provocados a reagir diante das necessidades estudadas, o que motiva o pensamento criativo sobre as soluções possíveis. Não importa se a ideia é muito diferente ou estranha, pois tudo é valido na ideação. O volume importa e, neste momento, o pensamento criativo deve ser estimulado, uma vez que todos no grupo estão com a “dor de dono” e buscam por soluções efetivas. 

O importante aqui é pensar nas ideias como um diamante bruto que, após ser encontrado e guardado, precisa ser lapidado para brilhar e tornar-se valioso. Quando os pensamentos começarem a se repetir, é porque o cerco está sendo fechado, e, possivelmente, todas as ideias foram abordadas na sessão. 

Em muitas empresas, quando um problema é identificado, os profissionais querem partir logo para a fase de ideação, a fim de resolvê-lo com rapidez. Porém, pular as fases de descoberta e definição pode custar caro, já que não se conhecerá bem a necessidade. Sem os devidos aprofundamento e busca da definição real do problema, as soluções podem ser incompletas e ineficientes. Então, não pule nenhuma etapa do design thinking. 

As 4 regras da Ideação 

A fase de Ideação possui 4 regras importantes que precisam ser lembradas para garantir um processo mais eficiente. Conheça cada uma delas a seguir! 

1. Não existe má ideia 

A primeira regra da etapa de Ideação diz que você não deve descartar nenhum tipo de pensamento sobre o problema. Então, reprima julgamentos, comentários negativos, caretas e objeções durante as sessões. Também, dê liberdade para que todos se expressem do seu jeito. Se todos os envolvidos se sentirem confortáveis e confiantes para opinarem, até mesmo os mais tímidos participarão com intensidade. 

Mesmo que algumas ideias pareçam insignificantes no início, devem ser vistas como uma parte do quebra-cabeça. Afinal, uma delas pode vir a ser a peça-chave no final. Então, deixe todos cientes de que não existe ideia ruim, e sim que umas são mais ajustadas para o problema que outras. 

2. Capture tudo 

Muitas ideias brilhantes são perdidas no calor da emoção das sessões. Então, a segunda regra para a fase de Ideação é anotar tudo o que ler, ouvir e perceber. Para isso, use um bloco de anotações ou post-it para registrar cada pensamento, bem como as discussões acerca deles. Dessa forma, poderá resgatar as informações com maior facilidade nas próximas reuniões. 

3. Faça um brainstorming 

Muitos acreditam que o brainstorming coletivo é melhor que o individual. Porém, estando certos ou não, o ideal é fazer os dois. Primeiro o individual e, depois, em grupo. Essa ordem é importante para que os participantes mais introvertidos tenham a chance de pensar em algo antes de lidarem com as vozes mais altas e dominantes dos extrovertidos. Ou seja, não se perde as ideias dos mais tímidos, pois eles já vêm para a sessão em grupo com uma lista de soluções a apresentar. Isso torna o grupo mais colaborativo em sua totalidade. 

4. Quantidade importa 

Existe um ditado que diz: “qualidade é melhor que quantidade”. Porém, ele não funciona na fase de Ideação. Quanto mais ideias forem geradas, mais podemos correlacioná-las e, a partir daí, elas vão sendo aprofundadas, pensamentos fora da caixa vão surgindo, e soluções que antes não eram consideradas passam a ser. A qualidade e viabilidade são  importantes, mas a seleção deve ser feita só depois que a fase de Ideação acabar. 

Ferramentas para usar na etapa de Ideação 

Além do brainstorming, podemos apontar outras ferramentas que devem ser utilizadas na ideação: 

  • Workshop de Cocriação: são atividades coletivas que visam a despertar a criatividade e a colaboração entre os envolvidos; 
  • Storyboard: tem o objetivo de agregar representação visual a uma história. A ferramenta exige o uso de desenhos, fotografias, quadros com colagens e um roteiro capaz de ilustrar o projeto. O roteiro é dividido em seções, com cenários, atores (personas) e enquadramentos; 
  • Personas: são personagens fictícios, mas que são representações do público-alvo da solução, criados a partir do estudo comportamental dos clientes. É uma forma de pessoalizar o público-alvo, aprofundando-se em questões, como desejos, necessidades e desafios enfrentados na vida pessoal e profissional dele. 

Assim como na etapa de Definição, onde se busca a concordância do grupo acerca do desafio, na fase de Ideação, buscamos o consenso das ideias, correlacionamos as similares, descartamos as inviáveis e priorizamos as que, de fato, são mais relevantes e alinhadas as necessidades do negócio. Com o uso de técnicas, as soluções são priorizadas e o grupo define qual será o objeto de experimentação. 

Porém, esse já é um assunto para discutirmos na etapa seguinte, a de prototipagem, que você conhecerá na nossa próxima postagem da série sobre etapas design thinking. 

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