A importância da transformação digital no processo de Turnaround

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O que é turnaround?

Turnaround ou reestruturação estratégica do negócio pode ser entendido como um conjunto de medidas financeiras, jurídicas e operacionais que permitem que a empresa se reorganize, consiga renegociar suas dívidas e possa se reerguer economicamente, retomando o caminho do crescimento.  

O objetivo é elaborar um minucioso diagnóstico estratégico e desenvolver um plano de ação que viabilize a superação da situação de crise, possibilitando a preservação da empresa, sua função social e o estímulo à atividade econômica.  

O sintoma mais comum da crise se manifesta no caixa, quando o empresário começa a passar por dificuldades financeiras para manutenção do giro do negócio e dos investimentos necessários.  

Geralmente, esse é o primeiro sintoma da crise que, não raro, acoberta problemas muito mais graves, mas geralmente não percebidos. São problemas como a falta de margem de contribuição dos produtos, queda de venda por mudança de mercado, obsolescência dos produtos e/ou processos produtivos ineficientes, que não só deixam de gerar o retorno esperado, mas passam a trazer prejuízos recorrentes ao empreendimento, desaguando sempre no primeiro sintoma, a crise financeira.  

O grande problema do método convencional de turnaround é que ele se baseia na metodologia tradicional de diagnóstico e planejamento burocrático e pouco maleável para enfrentamento da crise. Esse método é geralmente muito lento, com horizonte muito longo e sem a eficiência necessária para socorrer a empresa que está se afogando na crise muito rapidamente. Por isso, as estatísticas demonstram que poucas empresas conseguem superar a crise e sair do processo de turnaround.  

Como é um processo eficiente de turnaround?

Ao contrário da metodologia tradicional, um processo eficiente de turnaround precisa ser assertivo, ágil, com resultados rápidos para enfrentamento da crise e, ao mesmo tempo, colocar a empresa nos trilhos do crescimento novamente sem demora. isso, as modernas técnicas que fazem parte da Transformação Digital demonstram ser as ferramentas mais adequadas para alcançar os resultados esperados.  

Engana-se quem acha que Transformação Digital se limita a TI, software, app ou web.  

A Transformação Digital busca desenvolver mudanças de mentalidade e mudanças de paradigma que vêm sendo adotadas pelas grandes empresas do mundo para acelerar as mudanças corporativas e dar eficiência aos processos, englobando mudança de cultura, operações e entrega de valor. O que se busca é a assertividade dos investimentos e retornos rápidos com técnicas de agilidade corporativa.  

Com um mergulho de imersão e descoberta focado em desvendar o problema e criar as soluções, um bom trabalho de Transformação Digital consegue fazer um diagnóstico das necessidades da empresa em no máximo quatro semanas (duas sprints), extraindo as seguintes informações necessárias e urgentíssimas para um processo completo de turnaround: Avaliação do ambiente atual – Business Assessment; Decomposição da visão para o negócio (quem somos, Value Proposition, estratégia, produtos, personas); Target Operating Model; Mapa de OKRs; Jornada Digital WoW; Mapa de Tribos, Squads, Guilds e Chapters, com a visão do capacity x papéis/ competências; Backlog inicial, priorizado (por estruturas – em alto nível); Análise de prontidão das estruturas e Plano de ações a serem executadas.  

Esse plano de ações pode impactar os seguintes pontos nevrálgicos da empresa:  

  1. Definir a estratégia, insight e objetivos de resultado claros para sucesso do negócio;  
  1. Definição do usuário, seu perfil e suas necessidades (UX) para engajamento, conversão e satisfação dos clientes;  
  1. Definição dos processos e práticas de trabalho das equipes para agilidade e eficiência;  
  1. Organização de papéis, responsabilidades e competências dos colaboradores para fluidez, agilidade, eliminação de silos e especialização;  
  1. Definição das prioridades para fazer o que é certo na hora certa;  
  1. Definição e ferramentas de automação para simplificação e modernização dos processos;  
  1. Definição de métricas e governança para transparência, controle e tomada de decisões assertivas; 
  1. Desenvolvimento das competências técnicas e comportamentais da força de trabalho, alinhado à estratégia de negócio para alinhamento e engajamento dos colaboradores (buy-in).  

A partir da definição do backlog de prioridades e da definição do Plano de Ação a ser executado, a cada duas semanas (uma sprint) entrega-se resultados contínuos iterativos de acordo com a definição do que é mais urgente para que a empresa consiga se recuperar mais rapidamente e, efetivamente, dar a volta por cima criando um novo horizonte para seu futuro com mais margem e vitalidade.  

Isso não quer dizer que o método convencional de planejamento estratégico para o turnaround seja completamente ineficiente, mas apenas que o mundo dinâmico atual exige ferramentas complementares mais ágeis e assertivas. Quando isso não ocorre, as empresas correm o risco de não acompanharem a evolução do mercado na velocidade que necessitam para se manterem vivas e competitivas.  

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