3 principais métricas ágeis para quantificar o retorno do Agile

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Executar uma tarefa e não saber se o desempenho atendeu às expectativas pode ser frustrante, concorda? Nesse sentido, as métricas ágeis são fundamentais para quantificar o retorno obtido com a gestão ágil de projetos. 

Como esse assunto é de extrema relevância para muitas pessoas, preparamos este artigo especial. Ao longo do texto, você encontrará os principais indicadores, como usá-los e a relação que estabelecem com as finanças de uma organização. Continue a leitura! 

O que são os métodos ágeis e por que são vantajosos? 

Um método ágil — termo adaptado do inglês “Agile” — é um jeito de pensar e realizar a gestão de empresas e projetos. Ele se vale de técnicas específicas para aprimorar a rotina de um negócio, como: 

  • mensurar os resultados; 
  • facilitar o acesso aos dados; 
  • antecipar entregas de valor; 
  • agilizar a comunicação; 
  • otimizar a produtividade.  

A grande vantagem que esse tipo de abordagem proporciona é a redução do desperdício de recursos: temporais, materiais, financeiros e assim por diante.  

Eventualmente, métodos ágeis também são aplicados em conjunto com outras ferramentas, como prototipação e Design Thinking. Elas são úteis para propor soluções, compreender o andamento de um projeto e encontrar oportunidades para promover melhorias.  


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Como saber se a estratégia está funcionando? 

Em primeiro lugar, é preciso entender quais são os desafios da organização — em boa parte das vezes, eles se associam aos prazos, uma vez que projetos tradicionais tendem a demorar além do esperado. Tal fator pode ser um obstáculo, afinal, é feito um investimento para alocar recursos, mas a entrega do produto não ocorre. 

No Agile, trabalha-se com ciclos de entrega ou sprints: os recursos aplicados são sincronizados com retornos palpáveis. Afinal, algum resultado será entregue no fim de cada ciclo, cuja duração vai até 30 dias. Geralmente, a extensão é de uma ou duas semanas, mas tudo depende da complexidade do que está sendo construído. 

Imagine a seguinte situação: no desenvolvimento de um app para uma loja, o cliente recebe uma funcionalidade de validação do CPF antes da conclusão do projeto. A medida serve para saber se o investimento realizado foi correspondido, já que ele pode acompanhar o desenvolvimento e ver os resultados aparecendo. 

Na prática, não existe uma relação de linearidade entre a aplicação realizada e o retorno recebido: às vezes, gasta-se um pouco menos e o resultado vem acima do esperado. Ainda assim, podemos considerar que o aporte e a entrega do produto caminham próximos.  

O importante é que há sempre uma retrospectiva ao final dessas pequenas entregas, o que permite pensar em como melhorar os processos de forma contínua. Além de ser uma prática estimulante, ela viabiliza um ambiente de trabalho colaborativo — o time é guiado a produzir com mais velocidade, uma vez que está aperfeiçoando seus métodos de trabalho. 

Quais são as principais métricas ágeis? 

Listamos, logo abaixo, algumas das principais métricas ágeis que possibilitam monitorar a evolução do projeto e das entregas. Esses instrumentos ajudam a corrigir decisões equivocadas para que se possa alcançar o objetivo final com o máximo de eficiência.  

1. Gráfico de Burnup 

O gráfico de Burnup é útil por apresentar a quantidade de trabalho que uma equipe entregou. Em uma única visualização, combina-se a entrega total e o escopo. Ele também é usado para verificar as tendências e, a partir delas, estimar o prazo de entrega da meta analisada.  

Trata-se, portanto, de uma poderosa ferramenta de comunicação e controle interno, já que o próprio time pode avaliar o desempenho e a velocidade de produção no ciclo. Graças a essa característica, também pode ser utilizada para negociar com stakeholders. 

Desse modo, se você se comprometeu a entregar algo novo para o site do cliente, basta dividir o trabalho a ser feito pelo total de dias e ficar de olho na progressão, por exemplo. 

2. Balance Scorecard 

Quando se pensa na gestão organizacional como um todo, logo se vê a necessidade de usar o Balance Scorecard para ponderar o que está sendo entregue ao mercado, bem como a velocidade de crescimento. 

Essa métrica auxilia a entender como o aprendizado dos colaboradores está evoluindo, a fim de criar produtos cada vez mais inovadores. De qualquer forma, é preciso ressaltar que o Balance Scorecard não é uma ferramenta ágil, necessariamente. Ele funciona como um indicador de gestão, independente da maneira como ela é conduzida, podendo também ser adaptada para métodos ágeis. 

Via de regra, ele é formado pelo equilíbrio entre estas quatro perspectivas: 

  • finanças; 
  • aprendizado e crescimento; 
  • clientes; 
  • processos internos e criação de valor.  

3. Throughput  

Throughput nada mais é do que o número médio de unidades processadas por unidade de tempo, ou seja, ele mede quanto itens foram entregues em uma semana. É comum que haja uma confusão entre esse indicador e a Velocity, métrica utilizada no Scrum, mas ambos têm propósitos distintos.  

O throughput é interessante porque ajuda a responder questões como o total de entregas que o time consegue fazer em um determinado período e avaliar se certo aspecto está bloqueando ou impulsionando a performance. A partir dele, todos os envolvidos conseguem acompanhar a evolução com bastante transparência.  

Como quantificar o retorno financeiro? 

Os hábitos de consumo mudaram, assim como as formas de avaliar a satisfação de quem consome. Nesse cenário, vender bastante e se apegar a números de curto prazo não é mais suficiente — é fundamental oferecer uma experiência única aos clientes para fidelizá-los e torná-los divulgadores espontâneos da marca, que deve estar bem posicionada no mercado.  

Para isso, mais do que analisar o retorno financeiro imediato, é preciso entender a cultura da organização. Muitas vezes, estabelece-se uma gestão baseada em comando e controle — nela, o colaborador é apenas uma mão de obra e não um intelecto repleto de potencialidades. 

Contudo, essa transformação é hierárquica e passa pelas lideranças. Sem uma mudança de mentalidade, fica difícil evoluir e encontrar alternativas. Às vezes um produto não proporciona um retorno de investimento imediato, mas acaba viralizando e se transforma em uma enorme receita no futuro: o WhatsApp exemplifica isso muito bem. 

Enfim, métricas ágeis são instrumentos valiosos. Ainda assim, devem ser acompanhadas de uma gestão inovadora, capaz de olhar para frente e compreender que velocidade e pressa não se misturam.  

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