QA (Quality Assurance): como aproveitar melhor essa competência

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Já faz algum tempo que o profissional de QA (Quality Assurance) não é mais responsável apenas por testes: as características que compõem o perfil desse indivíduo e o qualificam vão muito além de alguém que faz testes exaustivos, levando o sistema ao limite antes do mesmo ser entregue.

Portanto pode-se dizer, na verdade, que o QA tem participação em todo o processo de desenvolvimento e entrega de um produto, já que suas habilidades vão muito além do conhecimento técnico e de uma linguagem de programação.

Mas antes de falar como o QA interfere na vida do projeto, devemos ressaltar características que fazem a diferença no perfil do profissional. São elas:

  • Comunicação
  • Usabilidade
  • Escrita
  • Mindset ágil
  • Conhecimento dos testes
  • Conhecimento de automação

Confira as participações do QA no processo de desenvolvimento e entrega de um produto e a serventia de suas características:

1. Definição e entendimento das tasks que podem ser tratadas na Sprint

O QA deve fazer o levantamento de requisitos, entender o que o cliente deseja por meio do PO, tirar dúvidas e levantar questões, hipóteses e cenários. Esse é um dos momentos onde a comunicação do QA faz a diferença, uma vez que compreender exatamente a expectativa do cliente e já identificar com a equipe a melhor maneira de desenvolver é essencial.

Essa troca de informações tem grande impacto nas atividades do QA, que nesta etapa já deve estar montando seu plano de testes.

2. Alinhamento do QA com o UX sobre o projeto

Nem todas as equipes possuem um UX exclusivo para sua squad, mas vale ressaltar que a comunicação entre o QA e o UX tem uma grande influência, principalmente na questão de usabilidades do sistema.

Às vezes, é necessário um alinhamento entre esses profissionais para que o desenvolvimento seja executado de maneira correta e tenha uma interação mais intuitiva e fácil para o usuário. Nisso, entram o alinhamento de botões, layout de página e quantidade de passos, além do feeling de usabilidade, que traz um grande diferencial.

Esse é o momento em que o QA deve se colocar no lugar do usuário, garantindo assim uma maior qualidade.

3. Auxiliar o PO na escrita de Estórias, Critérios de Aceite e Cenários de Teste

É comum POs contarem com a ajuda de QAs para escrever estórias, já que esse profissional pode auxiliar incluindo alguns termos técnicos que vão facilitar o entendimento do desenvolvedor. Como o alinhamento já foi feito, os critérios de aceite são descritos de maneira mais assertiva, garantindo assim a qualidade que o cliente deseja.

Para complementar, são incluídos os cenários de testes que exploram tanto os testes positivos como os negativos, o que já proporciona para o desenvolvedor uma visão do que deve ser evitado e do que não pode ocorrer de maneira nenhuma.

4. Auxílio na execução da Cultura Ágil

A cultura ágil não é implementada em todas as empresas, mas quando ela é utilizada, o profissional de QA é indispensável.

Há algum tempo, o QA esperava o desenvolvimento estar 100% pronto, para só então identificar possíveis erros. Essa estratégia não é mais eficiente.

Hoje, esse profissional participa em todas as fases do processo, antecipando possíveis erros, não deixando o “trabalho pesado” para o final, garantindo uma entrega muito mais completa e com possibilidade bem reduzida de algum erro chegar no usuário final.

5. Dominando os testes

Conhecer os testes que devem ser feitos durante o desenvolvimento de um produto é fundamental. Com a agilidade, os testes unitários passam a ser não somente papel do desenvolvedor, mas do QA também. Dessa forma, os testes integrados garantem que não ficou nenhuma ponta solta e os testes exploratórios garantem o “além” do esperado.

É importante que através das entregas dos testes o QA faça um mapeamento dos testes regressivos, para que saiba o cenário que não pode “passar batido” todas as vezes que houver uma nova implementação no código. Vale a pena ressaltar que dependendo do produto que será entregue, o teste de carga é indispensável, para que não haja problemas pelo excesso de acessos simultâneos.

6. Otimizando o tempo dos testes

Minimizar os erros, realizar uma entrega confiável e em pouco tempo é a garantia que todo cliente espera, motivo pelo qual hoje as descrições de vagas de QA focam tanto no quesito automação.

O indicado para começar a automação de um cenário seria ter realizado o teste manual pelo menos uma vez, garantindo os resultados esperados. Por isso, é mais comum que comece pelos testes mapeados como regressivos.

A automação é uma atividade viva e constante, podendo, portanto, surgir a necessidade de realizar ajustes de acordo com as implementações no código, seja alterando uma funcionalidade já existente ou na implantação de uma nova. Sendo assim, ela está em constante evolução, garantindo trabalho a longo prazo.

Esperamos que o texto tenha lhe ajudado a ampliar a visão sobre a utilidade e as competências de um QA na equipe, e que possa agregar valor em suas entregas.

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Escrito por: Gabriela Alves

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